A recente eliminação do Flamengo na Libertadores gerou um intenso debate sobre a validade da classificação do Estudiantes e os erros cometidos pelo técnico Jorge Jesus. O rubro-negro, que empatou os dois jogos da semifinal, agora busca nos tribunais uma reviravolta na situação, argumentando que Marcos Rojo, do Estudiantes, foi escalado de maneira irregular. Essa estratégia se baseia em um precedente da Conmebol, que em 2018 alterou o resultado de um jogo do Santos pela mesma razão.
No caso do Santos, a equipe havia empatado 0 a 0 com o Independiente na Argentina, mas acabou sendo eliminada após uma punição imposta pela Conmebol, que considerou que Carlos Sánchez havia sido escalado de forma irregular. Como resultado, o Santos viu sua pontuação ser transformada em uma derrota por 3 a 0, o que o obrigou a vencer pelo mesmo placar no jogo da volta — o que não aconteceu, resultando em nova igualdade e a consequente eliminação.
As semelhanças entre os casos são inegáveis. Assim como o Santos, o Flamengo também não conseguiu marcar gols nos dois jogos contra o Estudiantes e foi derrotado nos pênaltis. Agora, a diretoria rubro-negra espera que a Conmebol reexamine a situação de Rojo, que teve sua inscrição controversa aprovada pelo Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) após uma transferência complicada que envolveu o Racing e o pagamento de altas quantias.
O Estudiantes, que enfrentou dificuldades em escalar sua defesa para o confronto, recorreu ao CAS e obteve a permissão para utilizar Rojo, que, no entanto, não deveria ter sido escalado segundo as normas da Conmebol. O Flamengo argumenta que a utilização do jogador deveria ser considerada uma violação, e solicita a aplicação de uma penalidade que resultaria na derrota do Estudiantes por 3 a 0.
Além disso, a questão de escalação irregular não é nova na Libertadores, tendo ocorrido em outras situações sem que houvesse punições efetivas. Casos como os de Ramón Ábila e Zuculini, que foram escalados apesar de pendências disciplinares, levantam questões sobre a consistência das decisões da Conmebol em relação às suas próprias regras.
Enquanto o Flamengo aguarda uma resposta da Conmebol, a situação se torna um exemplo claro de como as regras do futebol podem ser interpretadas de diferentes maneiras, e como isso pode impactar diretamente o destino de grandes clubes em competições importantes. A torcida rubro-negra mantém a esperança de que a justiça seja feita e que a história do torneio possa ganhar um novo capítulo na sala dos tribunais.



