O encontro entre Cruzeiro e Remo, agendado para esta sexta-feira no Mineirão, traz à tona um tabu que perdura há décadas. A última vitória da Raposa sobre o Leão Azul em casa remonta a 1979, um feito que os cruzeirenses anseiam por reverter. Naquela época, o Campeonato Brasileiro contava com um formato bem diferente, e o futebol brasileiro vivia uma fase distinta.
Naquela memorável partida, o Cruzeiro superou o Remo com um expressivo 3 a 0, com gols de Joãozinho, Roberto César e Mauro Madureira. O time, sob a liderança do técnico Ílton Chaves, contava com ícones como Nelinho e Eduardo, remanescentes da conquista da Libertadores de 1976. A equipe paraense, treinada por Paulo Amaral, não conseguiu resistir ao poderio cruzeirense, que naquela época era muito mais dominante.
Desde então, os confrontos se tornaram raros e, quando ocorreram, o Remo se mostrou muitas vezes mais eficiente. Em 14 jogos entre as equipes, o Cruzeiro saiu vitorioso apenas três vezes, em contraste com sete triunfos do time paraense. A maior goleada da história deste duelo é favorável ao Remo, que venceu por 5 a 1 em 1994, em um jogo que ficou marcado pela atuação inspirada de Helinho, que balançou as redes quatro vezes.
Recentemente, no primeiro turno desta edição do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro finalmente quebrou um jejum de 47 anos ao vencer o Remo por 1 a 0, resultado que reacendeu a esperança da torcida mineira. Agora, com a partida se aproximando, a expectativa é de que a equipe consiga não apenas quebrar o tabu em casa, mas também consolidar sua posição na tabela.
Com o jogo marcado para as 20h (de Brasília), a pressão é alta. A história pesa sobre os ombros dos jogadores cruzeirenses, que buscam, mais do que uma vitória, a reconstrução de uma relação de supremacia diante do Remo em seu território. Será que a Raposa conseguirá finalmente reescrever essa história no Mineirão?



