quinta-feira, 29/10/2026

Patrocinadora principal do Corinthians solicita rescisão contratual, clube busca diálogo para resolução.

O Corinthians enfrenta um momento delicado em sua relação com a Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube, que notificou a diretoria solicitando a rescisão do contrato de patrocínio, atualmente suspenso devido a restrições…

Compartilhe:

O Corinthians enfrenta um momento delicado em sua relação com a Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube, que notificou a diretoria solicitando a rescisão do contrato de patrocínio, atualmente suspenso devido a restrições legais impostas pelo governo federal. Essa situação acende um alerta sobre a segurança financeira do clube, que depende fortemente desse investimento.

A notificação, que chegou ao clube no início da semana, busca encerrar um acordo renovado em fevereiro e que tinha validade até 2029, com um montante fixo de R$ 150 milhões por ano. A Esportes da Sorte alega que a suspensão do contrato, resultante da Medida Provisória que proíbe a operação de cassinos virtuais e casas de apostas no Brasil, justifica a rescisão. No entanto, o Corinthians discorda, argumentando que o contrato deve permanecer em vigor até que a situação política se estabilize, já que a MP ainda precisa de aprovação no Congresso em um prazo de 120 dias.

A diretoria corintiana se mantém firme na posição de que, caso a rescisão se concretize, a empresa deve arcar com uma multa estipulada no contrato. Para resolver a questão, as equipes jurídicas de ambas as partes estão em diálogo, buscando uma solução que evite um desgaste maior.

Enquanto isso, o clube já começou a se adaptar à nova realidade. Desde a suspensão do contrato com a Esportes da Sorte, o Corinthians passou a utilizar a marca da empresa de inteligência artificial Jota em uma partida e, atualmente, exibe a logomarca da Shopee, em um acordo que vai até o final deste ano.

Em meio a essa turbulência, o técnico Clarence Seedorf, que minimiza o risco de sua demissão, reforça a necessidade de foco nas vitórias e na continuidade do trabalho, desafiando a ideia de que a pressão externa pode influenciar o desempenho da equipe. Para ele, “essa loucura faz muito mal ao futebol”, destacando a importância de um ambiente estável para o desenvolvimento do time.