quinta-feira, 29/10/2026

Bap reconhece falhas e promete nova abordagem do Flamengo no mercado a partir de 2027

A recente reunião do Flamengo, marcada por uma análise da saúde financeira do clube, trouxe à tona um cenário preocupante para os próximos anos. Com um déficit projetado de R$ 40 milhões para 2026,…

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A recente reunião do Flamengo, marcada por uma análise da saúde financeira do clube, trouxe à tona um cenário preocupante para os próximos anos. Com um déficit projetado de R$ 40 milhões para 2026, a diretoria rubro-negra se prepara para um 2027 ainda mais desafiador. O presidente Bap, ao falar para os 56 membros do Conselho de Administração, destacou a necessidade de um planejamento financeiro cauteloso.

As estratégias que estão sendo traçadas incluem a contratação de jogadores livres no mercado, evitando gastos com a compra de direitos econômicos. O Flamengo pretende seduzir atletas em fim de contrato com ofertas salariais atrativas, apostando na premissa de que outros clubes enfrentam condições financeiras mais difíceis.

A Comissão Permanente de Finanças do clube também reforçou a ideia de que o Flamengo deve “gastar menos e vender mais” para equilibrar suas contas. Bap anunciou uma meta de arrecadação de 40 a 45 milhões de euros em vendas, mas garantiu que não se desfará de jogadores-chave que possam impactar o desempenho da equipe.

Durante a reunião, o presidente foi questionado sobre a discrepância entre sua previsão de gastos de R$ 1 bilhão e o resultado negativo esperado. Ele admitiu erros, como não ter aceitado uma proposta de 10 milhões de euros por Wallace Yan, que foi vendido posteriormente por um valor inferior. Bap também deixou transparecer que poderia ter feito negócios que melhorariam a situação financeira do clube, especialmente com jovens talentos da base.

A situação financeira do Flamengo foi ainda mais agravada pela eliminação nas semifinais da Libertadores, que poderia ter rendido R$ 165 milhões ao clube. A tentativa de contestar a presença do Estudiantes na final, baseada em uma alegada escalação irregular, não teve sucesso, o que gerou descontentamento entre os dirigentes. Bap expressou sua indignação, questionando se a reação teria sido a mesma caso o Flamengo estivesse na posição do adversário.

Apesar do cenário desafiador, a diretoria rubro-negra tenta minimizar o impacto da dívida, destacando que a relação entre a dívida e a capacidade de geração de caixa permanece em níveis aceitos. A promessa é que o clube pode quitar sua dívida em um prazo razoável, dependendo das receitas operacionais. No entanto, resta saber se a estratégia de contenção será suficiente para evitar um colapso financeiro nos próximos anos.