quarta-feira, 28/10/2026

Eagle enfrenta prazo decisivo para evitar diluição na SAF do Botafogo; clube social pode ficar com 99% das ações

O futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo está prestes a ser definido, com um importante prazo se encerrando neste sábado. A Eagle Bidco, empresa do americano John Textor que já foi…

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O futuro da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo está prestes a ser definido, com um importante prazo se encerrando neste sábado. A Eagle Bidco, empresa do americano John Textor que já foi acionista majoritária da SAF, tem até hoje para exercer seu direito de preferência na aquisição de ações após um aumento de capital aprovado em Assembleia Geral Extraordinária no mês passado. A não execução desse direito poderá levar à diluição da participação da Eagle, permitindo um controle quase total do clube associativo sobre a SAF.

Durante a AGE, o presidente João Paulo Magalhães Lins deixou claro que pretendia adquirir 51% das novas ações, o que equivale a 102 milhões das 200 milhões de ações ordinárias Classe B emitidas. No dia seguinte à assembleia, o clube social já efetuou um pagamento de pouco mais de R$ 1 milhão. Desde então, a Eagle recebeu um prazo de 30 dias corridos, conforme estipulado no edital da AGE, para manifestar seu interesse.

Apesar de um primeiro contato da Cork Gully, administradora judicial da Eagle, logo após a Assembleia, a comunicação entre as partes foi escassa. Até a última sexta-feira, a Eagle não havia tomado qualquer iniciativa para a aquisição das ações. A expectativa é que a Eagle possa decidir pela compra dos 49% restantes, o que exigiria um aporte adicional de R$ 980 mil para a incorporação das 98 milhões de ações restantes até o fim do dia.

Se a Eagle não optar por exercer seu direito, as ações “sobrantes” poderão ser adquiridas pelo Botafogo associativo, que já demonstrou interesse em comprar a totalidade das novas ações. Esse movimento poderá resultar em um cenário onde a participação da Eagle na SAF se torne quase irrelevante, estimando-se que o clube ficaria com 99,18% das ações, enquanto a Eagle deteria apenas 0,82%.

Com essa diluição, o Botafogo social se tornaria o acionista majoritário, facilitando o processo de venda da SAF para a GDA Luma, do empresário Gabriel de Alba. A confirmação dessa diluição simplificaria a transação, pois não haveria necessidade de acionar o “direito de drag along”, um mecanismo que força acionistas minoritários a venderem suas ações em caso de venda para um terceiro.

Enquanto isso, o Botafogo se prepara para enfrentar o Internacional neste sábado, em uma partida crucial pelo Campeonato Brasileiro. O clube ocupa atualmente a 11ª posição na tabela, com 39 pontos, e busca melhorar sua colocação na competição.

Crédito da imagem: Internacional x Botafogo: informações e palpite para o jogo