A eliminação do Flamengo na semifinal da Libertadores não foi o fim da linha para o clube, que agora busca reverter a situação nos tribunais. O time carioca recorreu à Conmebol em um movimento polêmico, questionando a legalidade da escalação de Marcos Rojo, do Estudiantes, durante a partida de ida. A controvérsia gira em torno da autorização concedida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que permitiu a utilização do jogador, mesmo após a Conmebol ter negado sua inscrição.
Marcos Rojo, que recentemente se desentendeu com a diretoria do Racing, viu sua transferência para o Estudiantes se tornar uma verdadeira novela. O clube argentino, pressionado pela ausência de dois defensores titulares suspensos, desembolsou US$ 500 mil para garantir a contratação, além de compromissos financeiros adicionais que dependem do desempenho do time na competição.
Embora Rojo estivesse inicialmente fora da lista de jogadores elegíveis, sua inclusão na escalação para o confronto com o Flamengo foi garantida após o recurso ao CAS. O jogador atuou como titular na lateral esquerda e permaneceu em campo até os 30 minutos do segundo tempo, quando foi substituído. A situação gerou forte indignação no Flamengo, que argumenta que a decisão do CAS desrespeitou as normas da Conmebol, a entidade responsável pela competição.
Em sua defesa, o Flamengo enfatiza que a responsabilidade pela escalação de Rojo deveria recair sobre o Estudiantes, especialmente em um eventual julgamento da questão. O clube rubro-negro pede que a Conmebol aplique a sanção prevista para casos de irregularidade, que inclui a anulação da partida e a perda de pontos. O desfecho dessa disputa pode ter implicações significativas para o futuro do Flamengo na Libertadores.
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