Uma recente decisão judicial trouxe alívio para o São Paulo, que conseguiu manter sua parceria com a Ticketmaster para o programa de sócio-torcedor. A 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou um pedido da Feng, que buscava contestar o contrato vigente entre o clube e a Ticketmaster. A Feng alegou que detinha o direito de igualar propostas de concorrentes, mas a Justiça entendeu que o contrato permite a rescisão unilateral por parte do São Paulo, sem a necessidade de conceder essa prioridade.
O clube argumentou que, conforme estipulado em contrato, poderia encerrar a parceria com aviso prévio de 180 dias e com o pagamento de 15% da receita bruta mensal, desconsiderando a necessidade de permitir que a Feng igualasse a oferta da Ticketmaster. Assim, a decisão judicial confirmou a legalidade da posição do São Paulo.
Além disso, a Feng havia solicitado que os valores referentes ao novo contrato com a Ticketmaster fossem depositados em juízo, pedido que também foi negado. Até o final do ano, o clube deve receber R$ 140 milhões, sendo que R$ 30 milhões já foram pagos pela Ticketmaster para a utilização de um camarote no Morumbi. O restante, R$ 110 milhões, funcionará como um empréstimo, que o São Paulo deverá quitar com a renda obtida em jogos, limitando-se a R$ 1,8 milhão por mês.
Com a decisão, o São Paulo não apenas assegura sua parceria com a Ticketmaster, mas também se prepara para um novo ciclo em sua administração de ingressos e programa de sócio-torcedor. A Feng, por sua vez, ainda pode recorrer à Justiça, transformando seu pedido cautelar em um processo formal, mas a situação atual parece favorecer o clube.



