quarta-feira, 28/10/2026

Justiça rejeita solicitação de prisão preventiva para vice-presidente do Corinthians

O Corinthians vive um momento conturbado em meio a investigações que envolvem seu vice-presidente, Armando Mendonça. Recentemente, a Justiça rejeitou o pedido do Ministério Público para a prisão preventiva de Mendonça, que é alvo…

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O Corinthians vive um momento conturbado em meio a investigações que envolvem seu vice-presidente, Armando Mendonça. Recentemente, a Justiça rejeitou o pedido do Ministério Público para a prisão preventiva de Mendonça, que é alvo de um processo que investiga possíveis irregularidades na gestão de materiais esportivos fornecidos pela Nike. A decisão, proferida pela juíza Amanda Eiko Sato, também barrou a solicitação de afastamento do dirigente de seu cargo no clube.

O caso ganhou um novo contorno após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação e uma peça-chave nas investigações. O promotor Cássio Conserino argumentou que o desligamento de Munhoes, em um momento crítico que antecede uma audiência marcada para o dia 10 de novembro, poderia ser uma tentativa de intimidar testemunhas e comprometer a coleta de provas. Contudo, a juíza concluiu que não havia evidências suficientes para vincular Mendonça a essa manobra, afastando a possibilidade de interferência em depoimentos.

A decisão da magistrada também abordou um pedido da defesa de Mendonça, que buscava contestar a imparcialidade do promotor. A juíza considerou que os novos elementos apresentados não demonstravam interesse pessoal ou parcialidade por parte do promotor, reafirmando que a atuação do Ministério Público está sujeita ao controle judicial.

O contexto da investigação é alarmante. Armando Mendonça tornou-se réu em junho, enfrentando acusações sérias que incluem apropriação indébita e coação de testemunhas. Um relatório de auditoria interna, solicitado pelo presidente Osmar Stabile, apontou diversas inconformidades na gestão dos materiais esportivos, colocando Mendonça em uma posição vulnerável. Apesar das alegações de irregularidades, o vice-presidente nega qualquer tipo de malfeito, atribuindo a gestão anterior como responsável por eventuais falhas.

As revelações sobre a apropriação de itens de materiais esportivos e as ameaças a testemunhas elevam a gravidade do caso, refletindo a instabilidade que permeia o ambiente do Corinthians. Com a continuidade das investigações e a proximidade da audiência, o futuro do clube e de seus dirigentes permanece incerto, colocando em xeque a integridade da gestão corintiana.