O Corinthians está em um momento de transição, não apenas em relação à sua gestão financeira, com a recente suspensão da dívida da Neo Química Arena junto à Caixa, mas também no que diz respeito à sua estrutura diretiva. Com as eleições marcadas para o dia 28 de novembro, o clube decidiu afastar diretores que estejam concorrendo para garantir a imparcialidade do processo eleitoral.
Cinco chapas se inscreveram para a disputa pela presidência, após a decisão de Osmar Stabile de não buscar a reeleição. Os candidatos André Castro, Ilmar Schiavenato, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e Sérgio Janikian já estão oficialmente na corrida, e os primeiros movimentos de desligamento já começaram. O diretor de tecnologia, Marcelo Munhoes, foi o primeiro a deixar seu cargo, apoiando a chapa de Rozallah Santoro, que se apresenta como uma das alternativas para a nova liderança do clube.
Além de Munhoes, outro nome relevante a se desligar foi o de Antônio Jorge Rachid Júnior, que se lançou como candidato a vice-presidente na chapa de Sérgio Janikian. Joaquim Arruda, diretor-adjunto comercial, também optou pela saída, alegando conflito de interesses devido à sua candidatura como vice na chapa de Santoro.
A expectativa é que o Corinthians finalize a reestruturação de sua diretoria nos próximos dias, enquanto se prepara para o novo ciclo que se inicia com o presidente eleito, que terá um mandato de três anos. As eleições não se restringem apenas à presidência, mas também incluirão a escolha de 200 conselheiros deliberativos, com um total de 19 chapas registradas, das quais as oito mais votadas garantirão 25 assentos no Conselho.
Em nota oficial, o Corinthians reafirmou seu compromisso com a transparência e a lisura, ressaltando que a administração do clube seguirá focada em suas responsabilidades, sem interferência nas eleições. Essa postura demonstra a preocupação da diretoria em manter um ambiente saudável e democrático durante um período decisivo para o futuro da instituição.



